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Fashion Rio sem
Gisele Bündchen nem a moda praia da Blue Man. Para completar, a
carioca Reserva também anunciou sua ida para a São Paulo Fashion
Week (SPFW). As notícias caíram como uma bomba no mundo da moda
carioca.
Mas a debandada que ameaçou esvaziar o evento no Rio, que
acontece entre os dias 7 e 13 de junho, recebeu um contra-ataque
de peso: Carlos Tufvesson e Walter Rodrigues voltam a desfilar
na Marina da Glória. A nova lista tem ainda a estréa da Espaço
Fashion.
“O mercado de moda que mais cresceu nos últimos anos é o do Rio.
O Fashion Rio é gerido pela Federação das Indústrias do Rio de
Janeiro (Firjan) e pela Associação Brasileira de Indústria
Têxtil (ABIT) e a saída de uma marca ou patrocinador não muda
isso”, resume a organizadora Eloysa Simão.
Segundo ela, na última edição, o Fashion Business, bolsa de
negócios de moda, cresceu 40% e já são 200 marcas participando
do evento. Na próxima edição, o tema vai ser a tecnologia de
reciclagem, presente em materiais como carpetes, madeira e
móveis reaproveitados.
“Minhas
clientes cobravam minha volta ao Rio. Além disso, sou carioca e,
depois de quatro anos, queria os amigos e a família no desfile”,
conta Tufvesson, que mantém um show room em São Paulo e um
ateliê no Rio.
Outro bom filho que à casa torna é Walter Rodrigues, um ano fora
do evento. E, com ele, a expectativa de desfiles grandiosos,
como os do Real Gabinete Português de Leitura e do jardim
do Arquivo Nacional.
Na nova safra,
vem a Billabong e Espaço Fashion, que estréia na passarela
depois de três anos de Fashion Business. “Tem que ser um passo
de cada vez”, pondera Crib Tanaka, coordenadora de marketing da
Espaço Fashion.
Quem
vai para a SPFW
Uma das
ausências já sentidas para o próximo Fashion Rio é a top Gisele
Bündchen, que segue para São Paulo com a Colcci. Em nota, a
marca explicou que “optou pela mudança devido a um novo
posicionamento no mercado”.
A mesma estratégia foi adotada pela Reserva, também de mudança
para as passarelas paulistas. “São Paulo foi uma conseqüência do
crescimento da marca. Hoje , 60% dos nosso pontos multimarcas
estão lá. Mas o DNA da marca é carioca”, avisa o sócio Rony
Meisler.
Também carioca da gema, a Blue Man desfilava em São Paulo até
2001, ficou no Rio até a ano passado e agora retorna à terra da
garoa. Além do grande número de contatos por lá, David Azulay,
dono da marca, conta que queria fugir da expectativa de desfiles
inusitados que se criou por aqui.
Desfiles unificados
"A gente queria
sair dessa coisa mega e fazer um desfile normal, profissional,
bacana. Evitava isso há dois anos, me dava pena sair do Rio",
entrega David, que torce pela união das semanas de moda paulista
e carioca.
"Sou contra dois eventos. O Brasil é o único país que tem dois
na mesma temporada e em duas cidades diferentes, disputando",
observa ele, que, no entanto, não descarta voltar ao Rio daqui a
alguns anos. "Quem sabe?"
Fonte: G1
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